14 de fevereiro – Dia Europeu da Saúde Sexual

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Em um grupo de trabalho promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2002, definiu-se a saúde sexual como “um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado com a sexualidade; não é meramente a ausência de doença, disfunção ou fraqueza. A saúde sexual requer uma abordagem positiva e respeitosa para com a sexualidade e as relações sexuais, assim como a possibilidade de obter prazer e experiências sexuais mais seguras, livres de coerção, discriminação e violência. Para que a saúde sexual é atingir e manter os direitos sexuais de todas as pessoas, devem ser respeitados, protegidos e cumpridos.”


O andrólogo e presidente ASESA o doutor Jordi Cortada lembre-se que é importante que as pessoas se conciencien de que a saúde sexual é uma parte importante da vida e que esta pode condicionar o resto de sua saúde e sua felicidade diária. A sexualidade saudável é um indicador de saúde e, por consequência, da qualidade de vida da população. Não há que esquecer que a saúde sexual das pessoas impacta diretamente nas relações, a felicidade e a qualidade de vida de homens e mulheres.


Mesmo assim, também não podemos esquecer que várias doenças podem ter um impacto negativo sobre a nossa saúde sexual. Portanto, tendo em conta que a nossa saúde sexual é parte de nossa saúde em geral, é importante, antes de qualquer alteração a nível sexual, assim como faríamos com qualquer outro problema de saúde, dar o passo de falar com o nosso médico. Esta continua a ser, ainda, uma barreira muito importante para vencer.


De acordo com um estudo da Associação Espanhola de Andrología (ASESA) e Pfizer Portugal, resultado de diferentes tipos de pesquisas realizadas entre mais de 2.500 espanhóis e espanholas na II Feira Nacional da Saúde (Fisalud), realizada em Madrid, no final de 2005:



  • Um em cada cinco homens portugueses (20%) e mais da metade das mulheres (53%) dizem estar insatisfeitos com suas relações sexuais, por considerar que são poucas e não muito satisfatórias.

  • Apenas um terço (33%) dos homens afirma estar satisfeito com as suas relações sexuais. Além disso, 22% deles reconhece a saber que os seus pares não estão totalmente satisfeitas.

  • No caso das mulheres 53% o reconhece e 68% deseja ou já desejou em algum momento, que suas relações sexuais melhoraram. A isso acrescenta-se que 36% confirma que não consegue ter orgasmo com seu parceiro.

No que se refere às disfunções sexuais:



  • 35% das mulheres afirmam ter sofrido ou sofrer habitualmente secura vaginal ou falta de lubrificação, o que lhes chega a causar dor no momento de manter uma relação sexual. Além disso, 30% reconhece que, enquanto está realizando o ato sexual, sua vagina está tensa, o que, por sua vez, dificulta o ato sexual.

  • No caso dos homens, o estudo revela que 24% têm ereções de má qualidade, na maioria das vezes, a metade tem dificuldades para manter a ereção e a outra 7% é impossível. No total, apenas um pouco de 25% pode ter uma ereção com a qualidade suficiente. Além disso, 27% aguenta a ejaculação como máximo um minuto após a penetração período de tempo considerado relativamente curto por especialistas em sexualidade.